Vender não é preciso

12 Outubro 2008

Concluindo a Venda – parte 2

Arquivado em: Concluindo a Venda — MarcosWatanabe @ 12:20
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vencedor No último post, falamos de dois tipos de conclusão de venda: o “Socrático” e o “Bungee Jump”.

Podemos usar vários outros apelidos para fechamentos, mas vamos fazer uma pausa filosófica (já que mencionamos Sócrates) sobre o processo de conclusão da venda.

Esta pausa é necessária, por conta do timing. Ou por conta da diferença de timing entre o comprador e vendedor.

No caso do nosso amigo aí do lado, alguns milésimos de segundo são a diferença entre a vitória e a derrota.

No nosso caso, alguns dias podem ser a diferença entre a “cota do mês cumprida” ou a “cobrada comprida do mês” (entenda como quiser…).

Além das maneiras de concluir uma venda, existem também algumas maneiras de planejar uma venda que podem acelerar a conclusão da mesma.

Elas exigem uma forma diferente de pensar, fora mesmo da “caixinha”.

O processo natural de raciocínio das pessoas é construtivo, ou seja, de baixo para cima, ou de atividades para alcançar um objetivo (construir uma casa a partir de alicerces, estudar para passar em uma prova, guardar dinheiro para comprar alguma coisa, etc).

Mas a maneira mais efetiva para atingirmos metas é o inverso: do objetivo para as atividades.

Como disse o meu amigo Goethe, “Quem sabe os porquês descobre os comos”.

Vamos fazer um comparativo destas duas maneiras de planejar uma venda (e ver qual é a mais efetiva) no próximo post

Alles Güt!

9 Setembro 2008

Concluindo a Venda – parte 1

Arquivado em: Concluindo a Venda — MarcosWatanabe @ 19:45
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closedNo nosso post anterior, estávamos discutindo que existem algumas condições que devem ser atendidas para concluir um negócio.

Mas, independentemente destas condições terem sido atendidas, não existe garantia de que que a venda será concretizada.

Porque a venda é uma atitude de impulso, e de iniciativa.

Se o comprador não tiver uma pressão qualquer (tempo, problema extremo, cliente interno reclamando, etc), não necessáriamente ele fechará a compra no mesmo timing que o vendedor necessita (tipo, “preciso completar a cota deste mês”).

Então, ainda abortando a idéia tentadora de colocar um revólver na cabeça do comprador e obrigá-lo a assinar o pedido, vamos algumas sugestões de como podemos alterar o timing de conclusão de um negócio:

- Fechamento Socrático: confirmar com o comprador que as condições de compra foram atendidas: prazo, preço, treinamento, etc, uma a uma e pedir o negócio ao final. Funciona bem com compradores técnicos!

- Fechamento Bungee Jump: pergunte para o comprador em que condições ele fecharia o negócio. Se o comprador fizer uma oferta razoável, confirme sua intenção de compra com uma frase de efeito “Nestas condições o senhor(a) fecha o negócio?”. Se ele disser que “sim”, conclua o negócio com o esperado “Então está fechado!”. Se não estiver dentro dos seus parâmetros (às vezes de prazo ou preço), ainda assim feche o negócio e peça um prazo para ajustar seus parâmetros. Mas mesmo assim você teve uma confirmação, o que permite ainda uma negociação!

Atenção que este tipo de fechamento só pode ser efetuado em última instância, ou seja, com o decisor. Se você tentar este fechamento com alguém de segundo escalão que não tem autorização para fechar, o máximo que vocês estará fazendo é dando uma oportunidade para mais alguém te “espremer”!

Santé

10 Agosto 2008

Quem está no Controle – parte 3

Arquivado em: Negociação — MarcosWatanabe @ 22:42
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No nosso penúltimo post, conversamos um pouco sobre o Cliente que diz ao final da reunião a frase fatal: “Vou pensar…” (assim mesmo, com os três pontos, para aumentar a sensação de dúvida do vendedor!).

Antes do vendedor entrar em desespero ou tentar “esganar” o Cliente (afinal de contas é apenas a 15a reunião após o contato inicial), ele deve fazer uma análise fria da situação.

Como já insistimos e repetimos anteriormente, o Cliente tem algumas necessidades a ser atendidas para poder comprar. Vamos listar algumas:

  • Ele tem de estar seguro de que você é uma alternativa de solução para o problema ou necessidade dele. Precisa de informações, especificações, estudos, etc.
  • Ele tem de ter referências de seus serviços ou produtos: depoimentos de Clientes, cartas de referências, vídeos demonstrativos, etc.
  • Ele tem de CONFIAR EM VOCÊ! Empresas compram de pessoas, não de outras empresas, pense nisto. Suas referências de outros Clientes são tão importantes quanto as de sua empresa. Se você for recomendado por um amigo do Cliente, suas chances aumentam muito.
  • Ele precisa estar no TIMING certo de compra. Sazonalidade é um fator importante. Fatores exógenos e endógenos ao ambiente do Cliente também. Urgência de resolução de um problema idem. NÃO ADIANTA TENTAR VENDER A UM CLIENTE QUE NÃO ESTÁ NO TIMING DE AQUISIÇÃO – É PURA PERDA DE TEMPO E ESFORÇO!

Infelizmente, 99% da visão de TIMING de aquisição é gerado pela ansiedade do vendedor, e não pela REAL necessidade do Cliente. (mais…)

13 Julho 2008

Quem está no controle – parte 2

Arquivado em: Negociação — MarcosWatanabe @ 20:30
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Este vídeo é so para relaxar um pouco, antes de pegarmos no pesado no próximo post…

Aloha

9 Julho 2008

Quem está no Controle – parte 1

Arquivado em: Negociação — MarcosWatanabe @ 17:14
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Ahá! Chegamos finalmente ao ponto fatal do planejamento cartesiano de vendas: o QUANDO!

Ao contrário do que o Vendedor2222 imaginava no início, ou você assume o controle da venda, ou provavelmente o seu concorrente o fará.

Vendedor rookie, Vendedor2222 achava que o Cliente tinha um “timing” de aquisição próprio, e que nada podia mudá-lo.

Na realidade, ele ficava MUITO feliz quando o Cliente pedia uma proposta comercial, e pensava que dali era só “partir para o abraço”  (o que normalmente não ocorria, para seu desespero…).

Não, não estamos sugerindo que o vendedor coloque uma arma na cabeça do Cliente e o obrigue a assinar o pedido.

Estamos novamente explicando que o vendedor é obrigado a usar a inteligência e definir uma estratégia clara para ele tenha um controle mínimo do processo de venda.

Se ele não tiver este controle, como vai poder atingir suas metas? Espalhando um monte de propostas e esperando que algum Cliente “morda a isca”? É tão otimista quanto apostar alguns cartões da Megasena para pagar as contas do mês… (mais…)

7 Julho 2008

Apertem os Cintos, o Cliente Sumiu!!! – parte 2

cliente_vendasAntes de entrarmos em “fórmulas” de prospecção não-lineares de Clientes, vamos falar um pouco de nós mesmos.

Porque, se não entendermos como nós mesmos funcionamos, como podemos entender o Cliente?

Vou dar um exemplo. Vamos fazer de conta que uma menina está a fim de um cara. E quer NAMORAR.

Mas ele não é  QUALQUER um: é aquele que está cheio de meninas ao redor dele, “dando mole”. Mas ela quer ser a escolhida.

Ela ligaria para ele e diria: “Eu quero que você seja meu namorado”? O que você acha que ele responderia (além de registrar o  telefone na agenda do celular como “doida varrida”)?

Sabe o que ela faria em primeiro lugar? Investigar ele:

  • Ele é “galinha”?
  • Ele tem namorada fixa? Quem era? Ela era legal ou era também uma “galinha”?
  • Ele não tem namorada? Xiii, será que é gay?
  • Quem são os amigos dele? Eu conheço algum que eu possa perguntar sobre ele?
  • Ele estuda? Aonde?
  • Ele trabalha? Com que? Aonde?
  • Ele mora com os pais? Mora sozinho? Mora com os amigos e não tem namorada? (ops, suspeito…)
  • Qual a banda preferida dele?
  • Qual a cor preferida?
  • Qual o time de futebol preferido? Ele é fanático ou não?

E mais umas 200 perguntas depois, ela já tem uma boa fotografia dele.

Agora ela iria bolar uma ou várias estratégias (com algumas hipóteses – mas baseadas na sua investigação prévia, não no “chute”!!!):

Estratégia 1: “Será que se eu for na mesma festa que ele vai amanhã a noite, com um vestido vermelho de arrasar (ele gosta da cor vermelha), e falar do Palmeiras (ele é torcedor Roxo do Palmeiras-ela já decorou o nome do time todo, do técnico, os últimos placares e os próximos jogos, além de é claro, saber sua posição em todos os campeonatos, do Paulistão até a Libertadores) e também oferecer uma bala de banana caseira (ele é do litoral de São Paulo e é louco por estas balas –  ela vai dizer que estava na praia e comprou por acaso), eu consigo chamar a atenção dele?”

Estratégia 2: “Ele sempre vai no barzinho da faculdade e hoje tem jogo do Palmeiras. Vou com uma camisa do Palmeiras, sento perto dele e torço que nem uma louca! Se acontecer um gol, abraço ele e comemoro. Se perder o jogo, choro e me apoio no ombro dele, etc,etc,etc”

Estratégia 3: …..

Considerações à parte, minúcias a mais ou a menos, meninas já fizeram isso, não?

(Espero não ter sido muito “machista”, mas aprendi um pouco observando minha filha e minhas irmãs)

O mais importante é vocês observarem:

  • O que aprendemos com esta história que tem relação com o nosso dia a dia?
  • Não podemos utilizar estratégias semelhantes?
  • A estratégia não é a que determina as ações e não o inverso?
  • Precisamos fazer nossa “lição de casa” antes de abordar o Cliente ou não?

O Cliente não é diferente do pretenso namorado(a). Precisamos saber o que falar com ele, que o interesse.

Precisamos pesquisar. As secretárias, os parceiros comerciais, os fornecedores, a Internet, os Clientes dele, etc,etc,etc são fontes inestimáveis de informações, que nos dão uma vantagem competitiva enorme!

Mas isto requer esforço de nossa parte, capische?

No bee, no Honey. No Work, no Money! (Sem abelhas, sem mel. Sem trabalho, sem dinheiro!)

1 Julho 2008

Apertem os Cintos, o Cliente Sumiu!!! – parte 1

Arquivado em: Prospecção de Clientes — MarcosWatanabe @ 18:40
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ClientesAntes de nos aprofundarmos em mais aspectos técnicos, vou abordar um tema que é recorrente (e que um bom amigo que lê este blog me questionou): Cadê os Clientes?

O aspecto de Prospecção em Vendas é um dos mais importantes, e um dos que mais exige a inteligência (ai minha cabeça doendo de novo…) dos Vendedores.

Para maximizar então a produtividade desta atividade,  precisamos entender bem as características de Compra do Cliente, para que possamos encontrá-los mais facilmente:

  • Ele é extremamente arisco: por alguma razão desconhecida só compra pelos motivos dele e não pelos motivos do vendedor;
  • Ele é sazonal: compra no tempo dele, e não no último dia para cumprir a cota do vendedor;
  • Ele é muito passional: se você “pisar na bola” com ele (prazos, preços, produtos, etc, etc), ele “fica de mal” para sempre (e ainda fala mal de você para os amigos, parece mulher traída!)
  • Ele é gregário, e se o caçador, digo, vendedor, entender aonde ele se reúne, ele pode fácilmente descobrir formas alternativas de conversar com seus pares.
  • Ele compra de outros vendedores !!! Muita atenção nesta característica !!!

Dadas estas características digamos básicas, vamos ver como achá-lo na selvagem floresta do Mundo Moderno:

  • Ele pode ser arisco, mas está sempre em busca de quem resolva seus problemas ou facilite sua vida. Então seminários informativos, eventos da área, etc, são ótimos locais para iniciar um relacionamento com eles (repito: RELACIONAMENTO. Não adianta ir lá com um talão de pedidos que não vai sair venda nenhuma!!!). Mostrar interesse e conhecimento sobre a área de atuação do Cliente são cartões de visita muito melhores que um catálogo!
  • Ele também é sazonal em muitas áreas de atividade, e o bom vendedor deve saber qual o período de análise para compra dele. Veja bem, não é o período de COMPRA, é o de ANÁLISE DE COMPRA. Porque não basta o Cliente precisar, ele precisa ter conhecido você, seus produtos e serviços, ter refletido a respeito e negociado (apenas…). A maior parte das vendas não é como comprar um chiclete na padaria, entrei, escolhi paguei e masquei! Mesmo nesta, houve um processo de maturação (pode ter demorado 5 minutos, é verdade, mas não foi instantânea: mesmo você teve que refletir sobre qual chiclete iria comprar!). Se você não estiver presente no período de análise de compra, suas chances de efetuar a venda são mínimas.
  • Passionalidade, ah, toujour l’amour! Para o bem e para o mal, o Cliente sempre te recomenda, diretamente ou indiretamente. Por isso, uma das melhores fontes de novas vendas são os Clientes atuais. Tanto para incrementar sua participação em produtos e serviços nele mesmo, quanto para que ele lhe dê indicações de quem poderia utilizar também seus produtos e serviços, servindo como referência (positiva, bem lembrado).
  • Um por todos e todos por um! Muitos Clientes participam de associações, sindicatos, confederações, conselhos, e quaisquer outros tipos de agremiações. Passo 1: Descubra quais são. Passo 2: Visite-os e entenda o relacionamento de Diretores e Gestores desta associação com seus associados. Só passe para o passo 3 se este for bom. Passo 3: Infiltre-se em eventos (pode ser um patrocinador, por exemplo), e peça em troca que representantes te apresentem a novos Clientes! Se o seu produto e serviço forem bons e ajudarem a classe, eles vão fazer, afinal uma das atribuições destes sindicatos e quetais é trazer diferenciais e benefícios para seus associados!
  • Ele está me traindo com outros vendedores!!! Vou me matar!!! Ou vou usar a cabeça (ai…) e vender mais! Veja bem, seu Cliente compra vários produtos e serviços, não necessáriamente de você e não necessáriamente o mesmo. Mas seus colegas vendedores estão atendendo Clientes com o mesmo perfil do seu!!! Então, desenvolver um forte networking com seus colegas de trabalho é uma excelente forma de referência (obviamente, cheque primeiro as credenciais do seu pretenso colega, para não “queimar seu filme”…)

No próximo Post vamos analisar mais algumas iniciativas não lineares de prospecção de vendas.

Senhores passageiros, obrigado por utilizar a Vendernãoépreciso Airlines.

Bye bye e esperamos encontrá-los em um próximo vôo!

28 Junho 2008

Wishful Thinking – Otimismo nas Vendas

Arquivado em: Planejamento de Vendas — MarcosWatanabe @ 22:54
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Lembrando nosso último post: a fome é ótima cozinheira e péssima conselheira!

Explico porque: no afã de fechar uma venda, o vendedor acha que todos os clientes e pedidos são prioritários, e vai para cima deles como se estivesse tentando cercar porquinhos em um chiqueiro enorme e escorregadio.

Para ficar mais claro: não vai fechar nenhum negócio!

Planejamento, planejamento e planejamento. E DEPOIS ação. E temos que ser críticos em nossas aferições de progresso (e não otimistas!).

Vamos fazer uma análise daqueles COMOS do post retrasado:

  • Como vou abordar o Cliente?
  • De forma objetiva: ninguém está ali para tomar cafezinhos. Ele está com um problema a ser resolvido e você com uma venda a ser concretizada (favor não confundir OBJETIVIDADE com GROSSERIA…) (mais…)

17 Junho 2008

Pausa – Porque é que o Cliente está comprando mesmo?

Arquivado em: Sem Categoria — MarcosWatanabe @ 22:53
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porque o cliente esta comprando
Depois de tanto bate papo sobre o que, quando, onde e como, podemos acabar “achados”, mas sob o ponto de vista do Cliente ainda meio “perdidos”.

E este é um ponto crítico para a Venda: saber por que o Cliente está comprando.

100% das pessoas compram por razões delas e só delas, para satisfazer algumas necessidade (que podem estar combinadas):

- Obter: segurança, autoconfiança, influência, saúde, prestígio, tempo, melhor aparência, dinheiro, admiração.

- Evitar: riscos, dor, esforço, perda de dinheiro, problemas, preocupações, críticas, perda de tempo.

- Ser: as primeiras, as mais atualizadas, eficientes, individuais e únicas, parte de um grupo, populares, reconhecidas como importantes, sociáveis.

- Estar: bem consigo mesmas, seguras, atualizadas, na moda.

Pausa para reflexão Zen:

Eu compro da mesma maneira que estou vendendo?

2 Junho 2008

Pensar Dói pra Caramba! – parte 4

Continuando a pensar (tá doendo, tá?), vamos então ao

4) Como.

Normalmente esta é a parte mais dolorida do pensar, e a mais perigosa: muitos confundem-na com fazer alguma coisa, mas ainda estamos no planejar uma sequência de ações.

Só relembrando, já deveríamos saber o porque (Minha META), o que (o que o Cliente precisa), o quem (Quem é mesmo o Cliente?).

O como pode ajudar estes três itens anteriores e alinhava todas as ações como um maestro de orquestra.

Para ficar bem claro também, não estamos falando de ações táticas somente. Estamos falando da implementação de uma Estratégia de Vendas.

As ações são decorrência de uma estratégia para atingir determinadas METAS (ahá, acharam que eu não ia discutir novamente suas cotas, hein? Esperem só para ver…)

Ponto central: as ações do como tem de ser planejadas! Já disse que improvisação só serve para repentistas, para vendedores é fatal!

Vamos analisar alguns exemplos de comos (ações táticas). E vamos começar com algumas ações simples:

a) Ligações:

Terror e Pavor! Muitos vendedores acham que estão incomodando o Cliente se efetuarem ligações para ele. Mas na verdade o que eles estão temendo é o Cliente achar que eles não tem nada de interessante para acrescentar à negociação (puxa, será que não é verdade? Como é que foram minhas últimas ligações de vendas???).

Por favor! Coloquem-se no lugar do Cliente! Pensem como vocês receberiam estas ligações (e sejam  sinceros, vá! Se alguém que estiver lendo este blog disser que “acharia normal”, por favor me dê o telefone que eu tenho um monte de coisas para vender para ele…):

  • “Você recebeu meu e-mail?“: Você agora é fiscal de alfândega de Internet?
  • “Tudo bem? Eu estou ligando para fazer um follow-up da proposta…”: Hmmm, você tem uma ótima carreira como cobrador!
  • “Como vai? Precisa de mais alguma informação sobre o negócio?”: Conhecida também como “olha, como você nao entendeu o que te expliquei, vou fazer o favor de repetir!”
  • “Oiiiii! Liguei para marcar uma reunião para discutirmos o negócio!”: Estratégia “namorada grudenta” – muito utilizada pelas mulheres – mas com a mesma efetividade: ZERO!

O Cliente tem que ver você, sua empresa e seus serviços como alguém que agrega ao negócio dele! E que tipo de valor você agrega com ligações deste tipo? Nenhum!

Que tal então estas:

  • “Olá, tudo bem? Eu passei em um Cliente que tem um problema semelhante ao seu, e que resolvemos em três meses. Conversei com ele e ele se dispôs a recebê-lo para uma visita e mostrar como a solução foi implementada, você estaria interessado?”
  • “Oi, como vai? Eu analisei o seu problema e nossa empresa comprou uma série de livros que tratam do problema. Posso passar aí e deixar um exemplar para você?”
  • “Bom Dia! Na próxima semana vai ocorrer uma palestra sobre o assunto XYZ que você havia me comentado na nossa última reunião. Se você estiver interessado, eu posso conseguir um ingresso, o que acha?”
  • “Boa tarde! Analisei o seu problema e acho que temos uma solução diferente da que propusemos inicialmente, que pode ser mais interessante para vocês. Podemos fazer uma reunião para que eu a apresente?”

Acrescente sempre VALOR às suas interações com o Cliente. Dê e receberás (sem ser piegas), mas funciona!

b) Reuniões:

Se vou a uma reunião com um Cliente, este não é um evento social. Ele tem necessidades a serem atendidas e nós também (fechar a venda!). Como podemos convergir é a chave da questão. (mais…)

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